enquanto se puder comprar o trabalho de desesperados
enquanto se comprar consciencia tranquila com caridades
enquanto se puder comprar o silencio de cumplices
enquanto se puder comprar a obediência de soldados
enquanto se puder comprar a acomodação de funcionários publicos
enquanto se puder comprar concentração de poder com a satisfação de consumidores satisfeitos
.
as decisões continuarão nas mão de quem conseguiu concentrar o poder de compra,
de quem competiu para isso, de quem fez disso um objetivo de vida
.
pra que produzir posturas, julgamentos, indivíduos?
pra que se produzir o que se acha mais certo? (não o certo, mas o que parece ser mais certo)
.
as responsabilidades são criadas no momento em que uma irresponsabilidade é feita
pode ser muito difícil perceber uma nova irresponsabilidade
pode ser difícil de julgá-la
mas a responsabilidade potencial é criada
quem vai? quem vai?
.
governos e escolas incentivam que pessoas desenvolvam julgamentos e responsabilidades?
ou preferem se apropriar, concentrá-las?
pois eles sabem melhor o que fazer com elas.
.
Dar a cara a tapa
.
a ciência não tem muito o que falar sobre isso
os técnicos não tem muito a falar sobre isso
será que é bom darmos ouvidos a quem não tem nada pra falar?
e ouvir o ruído de fundo dos telejornais
.
porque tanto medo de afirmar aquilo que se acredita ser certo ou errado?
é por uma questão de respeito e responsabilidade?
quando isso passa a ser uma irresponsabilidade?
.
enquanto não dermos a cara a tapa
enquanto não dermos qualquer possibilidade de exemplo (do que parece ser mais certo)
enquanto não admitirmos posturas
enquanto deixarmos responsabilidades vagas
será tudo levado pela correnteza
eu não quero me responsabilizar por ela.
.
E o que eu faço? Primeiro eu penso sobre isso…
Algum dia algo pode brotar
Parece ser uma boa ser professorenquanto se puder comprar o trabalho de desesperados
enquanto se comprar consciencia tranquila com caridades
enquanto se puder comprar o silencio de cumplices
enquanto se puder comprar a obediência de soldados
enquanto se puder comprar a acomodação de funcionários publicos
enquanto se puder comprar concentração de poder com a satisfação de consumidores satisfeitos
.
as decisões continuarão nas mão de quem conseguiu concentrar o poder de compra,
de quem competiu para isso, de quem fez disso um objetivo de vida
.
pra que produzir posturas, julgamentos, indivíduos?
pra que se produzir o que se acha mais certo? (não o certo, mas o que parece ser mais certo)
.
as responsabilidades são criadas no momento em que uma irresponsabilidade é feita
pode ser muito difícil perceber uma nova irresponsabilidade
pode ser difícil de julgá-la
mas a responsabilidade potencial é criada
quem vai? quem vai?
.
governos e escolas incentivam que pessoas desenvolvam julgamentos e responsabilidades?
ou preferem se apropriar, concentrá-las?
pois eles sabem melhor o que fazer com elas.
.
Dar a cara a tapa
.
a ciência não tem muito o que falar sobre isso
os técnicos não tem muito a falar sobre isso
será que é bom darmos ouvidos a quem não tem nada pra falar?
e ouvir o ruído de fundo dos telejornais
.
porque tanto medo de afirmar aquilo que se acredita ser certo ou errado?
é por uma questão de respeito e responsabilidade?
quando isso passa a ser uma irresponsabilidade?
.
enquanto não dermos a cara a tapa
enquanto não dermos qualquer possibilidade de exemplo (do que parece ser mais certo)
enquanto não admitirmos posturas
enquanto deixarmos responsabilidades vagas
será tudo levado pela correnteza
eu não quero me responsabilizar por ela.
.
E o que eu faço? Primeiro eu penso sobre isso…
Algum dia algo pode brotar
Parece ser uma boa ser professor
pra que produzir posturas, julgamentos, indivíduos?
pra que se produzir o que se acha mais certo? (não o certo, mas o que parece ser mais certo)
.
governos e escolas incentivam que pessoas desenvolvam julgamentos e responsabilidades?
ou preferem se apropriar, concentrá-las?
pois eles sabem melhor o que fazer com elas.
.
são os profissionais e anciãos que podem produzir a verdade?
porque tanto medo de se produzir e afirmar aquilo que se acredita ser certo ou errado?
por uma questão de respeito e responsabilidade?
.
quando isso passa a ser uma irresponsabilidade?
.
a ciência não tem muito o que falar sobre julgamentos
os técnicos não tem muito a falar sobre isso
será que é bom darmos ouvidos a quem não tem nada pra falar?
e ouvir o ruído de fundo dos jornais, das ciências
.
as responsabilidades são criadas no momento em que surge uma irresponsabilidade
pode ser muito difícil perceber uma nova irresponsabilidade
pode ser difícil de julgá-la para outra pessoa
mas a responsabilidade potencial é criada
se alguém passou a fazer algo que se considere uma irresponsabilidade social, alguém precisa absorver essa nova responsabilidade
quem vai? quem vai?
.
enquanto não dermos a cara a tapa
enquanto não dermos qualquer possibilidade para o exemplo (do que parece ser mais certo)
enquanto não assumirmos e assinarmos a imprecisão dos nossos julgamentos
enquanto deixarmos responsabilidades vagas
será tudo levado pela correnteza
eu não quero me responsabilizar por ela.
.
E o que eu faço? Primeiro vou pensar sobre isso…
Algum dia algo pode brotar

Compartilhar um exemplo

Se expor, se propor a mostrar uma possibilidade

O compartilhamento de informação

.

Informação para reavaliar a “normalidade”

Para conhecer o alcance das possibilidades

Facilitar a saida da inércia do normal.

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Exemplos sinceros

Exemplos esforçados

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Mostram possibilidades de diferença

para a criaçao de espontaneidade

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O peso do exemplo

Base para a criação de valores

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A leveza do exemplo

Uma possibilidade

.

Políticas mobilizam massas

homogenizam o heterogêneo

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Exemplos permitem que indivíduos se formem/mudem

produção individual de verdade, abre possibilidade para o heterogêneo

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Assumir a responsabilidade do alcance do exemplo

A intimidade é um conceito que tem me interessado ultimamente. Ela define o grau de conexão entre humanos, entre mentes, entre idéias e seus significados.

Intimidade já remete a algo que está sendo guardado, algo particular. Por que guardamos nossas idéias, sentimentos, opiniões? Desconfiança e desconhecimento.. parece que há uma inércia da desconexão. A final de contas, exige algum esforço.

“Uma história Íntima da Humanidade” – de Theodore Zeldin, um coroa inglês simpático, filósofo, sociólogo, historiador – é um livro muito bacana que trata disso. Amplo e raso, do jeito que eu gosto – porque o “resto” cada um constrói. O livro não tenta passar uma idéia central, não é um texto de história, nem de auto-ajuda, mas bem que é um pouco dos dois.

Os títulos dos capítulos já parecem ser bem interessantes: “Como homens e mulheres aprenderam a ter conversas interessantes”, “Como o respeito se tornou mais desejável que o poder”, “Como os seres humanos se tornaram hospitaleiros” são alguns. Cada um traz um pequeno resumo histórico/cultural sobre algum conceito ou tipo de experiência humana junto com a história de uma das várias pessoas de diversas partes do mundo que o autor entrevistou em suas “intimidades”.

São mostrados problemas questões cotidianos de pessoas normais, que refletem alguma questão existencial, alguma busca por sentido ou visão da vida. Essas situações pessoais são compartilhadas como ilustração para alguma questão. Por exemplo, as diferentes maneiras que as pessoas procuram resolver seus problemas: fugindo, encarando-os de frente, tentando tolerar, trocando de medo. A solidão, a curiosidade, a criatividade.

Depois de várias estórias e histórias, de pincelar e tecer vários conceitos de maneira despretensiosa, fica um sentimento no final. Ele não passa uma idéia específica. Na verdade passa tantas que você acaba “sentindo” um significado. Eu atualmente estou muito a favor de pensarmos de maneira mais intuitiva, que a intuição tem algo a nos dizer, principalmente sobre experiências humanas e os significados que nós estamos constantemente construindo, que são sempre imprecisos.

É uma coisa muito legal se identificar com essas pessoas. Acho muito legal o sentimento de “se identificar”, se sentir menos sozinho, menos mal entendido. E na verdade, no fim das contas, você vê que se identifica com várias coisas de várias pessoas do livro, que só não sentimos essa conexão com as pessoas no dia-a-dia porque não temos acesso às intimidades alheias. Por que não?

Fico me indagando todos os papéis que uma simples conversa não pode ter. Você dá e recebe visões de possibilidades, de posturas, de exemplos. Se conecta. Nossa capacidade e disposição de nos comunicarmos é uma técnica, uma ferramenta pra expandirmos nossa visão do mundo, expandir nossa visão sobre as pessoas e sobre nós mesmos. Isso me parece muito poderoso.

É incrível como só de saber de alguma história da vida de uma pessoa já nos sentimos mais próximos. Muitas vezes não temos muita oportunidade ou interesse desse tipo de troca. Isso deixa as pessoas mais distantes, menos receptivas, menos inteligentes. A sabedoria, o entendimento que se adquire tentando entender problemas cotidianos, causas, conseqüências, motivações, faz com que possamos aceitar, respeitar mais. É um exercício diário – como pensar.

O distanciamento, a alienação “involuntária”, é algo muito importante a ser superado. Adoro os argumentos sociais que vão além do clichezão da igualdade, liberdade, blabla. Existem coisas anteriores a isso, algo que leva naturalmente aos outros conceitos “mais agregados”. Argumentos que se baseiam em conceitos mais interessantes, como criatividade e intimidade, na diferença, estão me parecendo mais interessantes do que outros que muitas vezes são, no fim das contas, preocupações muito materiais.

O acesso à intimidade é o acesso ao sincero. Como diria outro sábio citado um dia pelo Antonio Abujamra: se todos expusessem seus desejos e pensamentos mais íntimos, sairíamos todos gritando horrorizados pelas ruas – não me lembro exatamente da frase. Que bom seria, nos sentiríamos mais normais e também mais seguros de nossa anormalidade. Mais sensíveis também.

Eu gosto da idéia de me interessar e entender pessoas. Nunca fui muito bom de guardar intimidades, fica mais fácil de trocar assim.

“Explorar o mistério dos pensamentos e sentimentos de outras pessoas é a nova indagação espiritual. Buscar empatia é a nova recompensa da intimidade.” – Theodore Bróder

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