A Estética e o Esoterismo
01/12/2009
Tudo começou =P quando eu tava tendo uma daquelas conversas sobre porque não to comendo carne, repensando e rejustificando a minha postura.
Parece que no final elas caem em argumentos mais do tipo, “isso é o certo”, ou algo mais emotivo como “não precisa justificar, sinto que é assim”. Claro que existem muitos outros motivos, esotéricos, saudáveis, anti-industriais, blabla, mas comecei a tentar fazer uma justificativa mais abrangente pra outras posturas também “estranhas”. Vou falar sobre uma possibilidade de postura e dar um nome talvez inusitado pra isso, talvez não.
Temos capacidades sensoriais, cognitivas, técnicas, impressionantes. Somos poderosos. Porque não usarmos elas ao máximo?
O puro individualismo me parece ser algo muito simples, linear. Pensar em outros níveis, em outras mentes, outros agregados, outros níveis, exige muito mais, exige algum esforço, alguma reflexão. Fazer as coisas funcionarem em um nível de organização maior, não só individual. No final, é opcional adicional, é um requinte. Vou chamar isso de elegância, não se referindo a status ou ostentação, mas a uma certa estética adicional opcional para as idéias.
Usar nossas capacidades plenamente, fazer o que não é fácil. Fazer o que eu acho melhor, só por que posso, só pela aventura, pela brincadeira. Afinal de contas, fazer coisas “bem” não é fácil, mas também não precisa ser um fardo, pode ser uma brincadeira, e a gente brinca quando pode.
Qualquer manifestação de preocupação por “buscar o melhor”, no sentido “do que mais satisfaça meus desejos/princípios etc. Há um esforço, que pode não ser penoso, mas até prazeroso, pois vai gerar algo “melhor”.
Temos uma capacidade impressionante de fazer “melhor” do que se não nos esforçarmos para entender as coisas de maneira mais “completa”. Dar importância e projetar coisas dessa maneira é uma questão de elegância.
A elegância pode ser diferente em cada lugar, cada cultura. Mas fica como uma “estética de idéias”, algum padrão, alguma consciência, talvez mais, refletida, sentida. Não há estética se há descaso – no sentido de se ignorar.
Algo que se sabe que forma algo mais macro, não somente individual – uma “harmonia”
Cumprimentar, fazer fila, não comer bicho, esses tipos de cuidados, são opcionais. Opções elegantes. São, no máximo, elegantes, que é um pouco melhor do que o descaso.
É algo a se produzir – não implica perder a vida ou a vivacidade, é ganhar uma esfera, uma consciência. Incrível essa tal de estética.
Histórico de Tentativas Frustradas
13/10/2009
Na 2° série, com uns 8 anos, eu comecei a ter aula de inglês na escola. Eu não entendia porra nenhuma e não via utilidade nenhuma naquilo. He, she, stand up, sit down. Eu ficava pensando, “quem é quem nesse Ri e Xi? Porque eu tenho que levantar e sentar quando aquela mulher balbucia umas palavras incompreensíveis? O que eu tenho a ver com essa pronuncia exótica de ‘pink’?”
Resolvi fazer um abaixo assinado pra tirarem a professora e a aula de inglês. E fiz mesmo, fiquei catando assinaturas de várias salas durante um tempo. Quando tava terminando, chegou a coordenadora na aula de inglês e falou que as coisas iam continuar daquele jeito mesmo. E eu continuei sem entender nada das aulas de inglês e completamente desinteressado até ter que usar ele de verdade quando viajei pra Austrália.
- O que eu aprendi: É melhor primeiro conversar, negociar, pra ver até onde “se pode ir”.
Na 7° série me arrisquei a ser representante de turma. Pensei e apresentei um monte de propostas revolucionárias, e, por incrível que pareça, fui eleito, junto com um amiguinho mais popular, hehe. Queria fazer uns questionários pros alunos avaliarem as aulas, tipo esses que tem na unb no final dos semestres. No final não pude fazer nada, nunca me chamaram pra nada e fiquei com vergonha de ter que continuar sendo representante.
- O que aprendi: Não pode. Tem que ser aprovado pela coordenação, avaliações autônomas extra-oficiais não são consideradas. Seria ruim para a imagem dos professores.
Quando eu tinha uns 12 anos eu era escoteiro (mais precisamente um lobinho experiênte =P). Entrou uma mãe de umas meninas como assistente da “chefe”, que depois de um tempo começou a fazer um tratamento desigual entre quem ela gostava (inclusive suas filhas) e quem era dos outros grupos (inclusive eu). Fiz uma “caixinha de sugestões e reclamações” pra juntar as idéias e ver o que o pessoal tava achando e apresentar pra chefe. Pra ser sincero não lembro como o plano foi desarticulado, lembro que deu um quebra pau e teve um pessoal (inclusive eu) que saiu do escoteiro.
- O que aprendi: Poucas pessoas conseguem avacalhar uma coisa potencialmente legal; As estruturas podem ser muito mais fortes do que vontades de muitas pessoas, e elas cedem a isso.
Depois de tretas menores e desarticulação social de vir pra Brasília, resolvi entrar na Econsult (empresa júnior da economia) quando era calouro. Me botaram inicialmente no RH. Legal, um monte de gente bem intencionada pra cuidar de uma empresa que não tem projetos. Depois fui pra área de projetos. Não tinha projeto, então fui fazer a “metodologia” das análises. Hoje acho que só me sentiria capaz de fazer alguma realmente massa pela empresa júnior depois de formado, ou nos últimos semestres. Tem que ter uma visão mais ampla.
- O que aprendi: Não tem nada pra fazer? Cria burocracia pra manter um sistema “funcionando”. Pelo menos o pessoal do RH e do cafezinho vãi fazer alguma coisa, o resto fica de fachada. Pra alguma coisa funcionar ela tem que ter objetivos claros e funcionais, não basta criar uma estrutura e esperar que ela se desenvolva por conta própria.PS.: Pelo menos da pra conhecer pessoas nesses lugares =)
Minhas experiência de estágios no governo foram no Ibama e no Ipea
- O que aprendi: O serviço público é igual eu imaginava. Qualquer um se sente desestimulado, ele é cultivado pra isso, pra impedir que pessoas criem algo melhor e façam bom uso do governo, assim todo mundo pode ‘desfrutar’. Pra quem taí, ia ser legal se conseguisse fazer alguma coisa melhorar de dentro. Se não der, acredite que pode existir algo melhor pra se ganhar menos dinheiro – fora da aristocracia.
Talvez por tudo isso hoje em dia eu tenda mais pra ser um reformista do que um revolucionário. Organizar pessoas é uma tarefa muito difícil e desgastante. É mais fácil pagar mercenários.
Exemplo e Possibilidade
31/08/2009
Compartilhar um exemplo
Se expor, se propor a mostrar uma possibilidade
O compartilhamento de informação
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Informação para reavaliar a “normalidade”
Para conhecer o alcance das possibilidades
Facilitar a saida da inércia do normal.
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Exemplos sinceros
Exemplos esforçados
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Mostram possibilidades de diferença
para a criaçao de espontaneidade
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O peso do exemplo
Base para a criação de valores
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A leveza do exemplo
Uma possibilidade
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Políticas mobilizam massas
homogenizam o heterogêneo
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Exemplos permitem que indivíduos se formem/mudem
produção individual de verdade, abre possibilidade para o heterogêneo
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Assumir a responsabilidade do alcance do exemplo




