Folk Psicodélico
17/09/2011
Deu vontade de falar sobre algumas bandas do genero, ou combinação de generos, que mais me agrada atualmente em vários sentidos. Vou arriscar sintetizar tudo nesse termo, folk psicodélico, ou porque não, atualmente, musica bucólica pós-moderna =P.
O folk psicodélico é uma música geralmente acústica e orgânica, com um toque fatalmente bucólico. É uma música de uma cultura bem hiponga, embora não seja só feita por hippies.
A parte do “acústico” fica principalmente com os violões, acompanhados possivelmente também por outras cordas, sopros, percussão.
A parte do orgânico fica com a não-afobação, conforto e suavidade.
As músicas não precisam ter pressa nem estrutura muito rígida. O “psicodélico”, que talvez eu tenha que me arriscar a botar um toque de /progressivo, deixa as portas abertas pra experimentalismo e sinceridades.
Existem os folks mais “diretos”, com apenas voz e violão, e existem outros com várias camadas e interações entre intrumentos.
Esse gênero apareceu mais nos finais dos anos 60 e começo dos 70 (que época maravilhosa) e tá passando por uma nova onda atualmente, em que aparecem novos nomes de sub-gêneros derivados.
Pra começar a citar nomes das antigas, já vou incluir logo o Nick Drake. O cara é o mestre. De uma sensibilidade, criatividades e suavidade, incríveis. É desses que morreram com 27 anos. E não era hippie.
O Simon & Garfunkel são caras do folk que eu incluiria no toque “folk psicodélico” mais bem comportado. O Led Zeppelin é outra banda que tem umas músicas que certamente tem essa pegada, como The battle of evermore, That’s the way, Going to California. Jethro Tull também tem várias músicas que se encaixam ai.
Das bandas bem hippies americanas, que cantam sobre a natureza e coisas lúdicas da vida, tem a Incredible Strigs Band e uma mina fantástica que descobri a pouco tempo, a Linda Perhacs. Na Alemanha existiu um gênero parecido chamado Krautrock, bem psicodélico, com influência de mantras indianos. Duas bandas interessantes são Popol Vuh e Amon Duul II.
No Brasil ia ter um pessoal que ia correr o risco de ser incluído próximo desse gênero, tipo o Almir Sater, e as antigas do Alceu Valença e Geraldo Azevedo, que viajavam a valer por essas épocas.
Atualmente a internet permitiu que o pessoal que virou hiper-minoria desde o começo do fim do mundo nos anos 80 pudesse voltar a ser escutado, voltando a se mostrar com alguma unidade. O folk psicodélico do século XXI dos EUA foi apelidado de “New Weird America”, os novos hippies-nerds de lá.
Dos americanos, vou botar no mesmo saco genérico, porém bem diferente, a Kaki King, que talvez seja das melhores e mais criativas musicistas em atividade; o Devendra Banhart, que tem algumas coisas irritantes e outras muito boas; o Six Organs of Admittance, que as vezes pega pesado no experimentalismo mais instrumental, mas é massa; e o Iron & Wine, que tem uma pegada mais “clássica” de folk.
Outro que tá fazendo sucesso pela suavidade e agradabilidade é o José Gonzalez, muito bom, da Suécia, que nunca falha. Uma banda que tive o prazer de conhecer numa apresentação em Buenos Aires foi a Lulacruza (Argentina/México), bem orgânico e encantador, que também leva o tag de “xamânica”.
No Brasil eu sei que devem ter outras bandas, mas folk, sem o rock, eu realmente sou um leigo. O Psicodália é um festival muito bacana de música/arte em Santa Catarina em que se pode encontrar esse tipo de som e pessoas interessadas. Recomendo.
O Cachorros Também Latem é uma banda linda de deus de brasila que tenta produzir algo para apreciadores desse gênero de ultra-minorias.
Ah, como eu me sinto sozinho curtindo esses sons.





20/09/2011 às 10:08 AM
não se sinta só, meu amor
22/09/2011 às 5:29 PM
não mesmo.
23/09/2011 às 8:44 AM
você nao está só meu amor… a internet está aí para compartilhar. seus amigos bucólicos estão contigo e na psicodalia vamos conhecer outras pessoas!! =)) curti o texto, foi gostoso de ler e deu vontade de tocar uma viola contigo, improvisar… quero ser bucólica. Meu favorito: José Gonzalez!
beijo.